segunda-feira, 23 de julho de 2012

Pequenas coisas, enormes...

E pronto regressei à civilização...
O que é que eu gostei mais nesta última semana? O facto de não ter acesso à internet sempre que queria, o facto de a "vida no campo" parecer mais fácil e menos stressante...
Eles têm os mesmos problemas que nós, e o sitio para onde fui não é nenhum local inóspito e de difícil acesso, mas a diferença é grotesca, parecem-me sempre um pouco mais felizes.

O vizinho da frente entra pelo meu portão com os dois cães atrás, fala ao meu avô sobre as hortas, sobre quando será a próxima vez que vão buscar estrume ou fazer vinho, enquanto isso os cães estragam as plantas do meu avô e afugentam os gatinhos que se instalaram o seu terreno à coisa de 6 meses.
A vizinha do lado chama-me por cima do muro que separa os nossos terrenos para saber como estou, dá-me meia dúzia de ovos e um chocolate para a minha irmã.
Do outro lado, o vizinho pergunta-me sempre se quero outro pássaro, pois o periquito azul que ele me deu quando era miúda já há muito que pereceu.

À noite serpenteio pelas ruas pouco movimentadas ouvindo apenas os grilos que se agitam com a minha passagem, de quando em vez um cão ladra anunciado a minha presença e as poucas pessoas que se encontram na rua acenam-me com a cabeça em jeito de cumprimento.

O ar é diferente, mais puro?, não sei. Mas menos pesado, como se os problemas que temos no dia-a-dia, se tornassem, de súbito, mais fáceis de resolver!

Uma pessoa vem renovada depois de uns dias com esta vida molengona, hoje de manhã só me apetecia ir para a rua sentar-me ao sol a ler. Quão estranho teria sido se eu o fizesse ali na estrada que passa à frente do meu prédio?....
No entanto não posso negar que a minha vida citadina me faz muita falta, e por isso estou contente por estar de novo no meio da confusão!

Para alegrar ainda mais a minha chegada, quando regressei, tinha no correio um série de postais para ir levantar ao correio. Já sabia o que poderia ser, e quando cheguei a casa e abri a montanha de envelopes que trouxera, fui recompensada com isto:


E agora dizem vocês - " Tanta coisa por causa de meia dúzia de livros?" e eu respondo: " Sim, chamem-lhe contentar-se com pouco... chamem-lhe o que quiserem, mas meia dúzia de livros, um único livro, faz as minhas delicias"
E por incrível que pareça, uma forma tão fácil de me agradar é frequentemente desprezada... quem perde são eles. Ou não!

9 comentários:

Vic disse...

Noite sobre as águas é interessante.
Bem vinda

Sufocada disse...

Já li mais dois livros do autor e gostei bastante, por isso suponho que vá gostar deste.
Obrigado Vic ;)

trollofthenorth disse...

Tenho muitas saudades de apanhar uvas e pisar vinho. Do cheiro do estrume confesso que não. -_-

Sufocada disse...

Eu gosto de as apanhar quando as vou comer de seguida, pisar vinho nunca o fiz, e o cheiro a estrume também sou da mesma opinião, não é muito apelativo :)

Xs disse...

Não conheço nenhum desses livros. Mas uma semana sem internet às vezes só nos faz bem, para perdermos o vício!!

Sufocada disse...

Xs, o vicio e perceber-mos que há mais para além de um ecrã de computador... :)

Uma Rapariga Simples disse...

:O
A rapariga das laranjas!!!!!!!!! É lindo, lindo! Emprestei o meu e nunca mais o vi. :'(

Estar longe da civilização tem destas coisas. :D Engraçado como eu fui para a cidade, para me sentir exatamente como tu te sentiste no campo. lol

Sufocada disse...

É tão pequenino, devo lê-lo no instante e se quiseres que to empreste para o leres de novo é só dizeres :)

Não sei se onde vives se classifica como cidade ou campo, mas secalhar por frequentaras sitios com menos movimento tenhas necessidade de ir para a cidade. Passando-se o contrário comigo :)

Uma Rapariga Simples disse...

Eu moro nas produndezas de uma aldeia onde não se passa nada, nem há por onde caminhar. Andar sozinha pelo meio dos pinhais pode não ser boa ideia.

Tem uma única rua, passar lá mais do que uma vez por dia é um acontecimento e nenhuns espaços para relaxar.

Mas a cidade para onde vou, tem espaços verdes, espaços abertos, silêncio (ironias!) e tem o mar. Adoro. ;)