sábado, 30 de junho de 2012

Horror Moments - Casa Assombrada VI

Durante a semana seguinte, estiveram juntos todos os dias.
De dia ele levava-a pelo bosque, por trilhos bravios que iam desembocar em pequenos riachos com patos, mostrou-lhe tocas de coelhos que esperavam o inicio da Primavera para poderem sair delas, apontou-lhe algumas flores que eram de uma beleza tal que, se estas não se finassem ao serem arrancadas, gostaria de ter uma jarra enorme no quarto repleta delas. Ao pé dele o bosque parecia-lhe um lugar mágico, os cheiros da natureza pareciam mais intensos, o sol parecia brilhar com mais vivacidade, os pássaros pareciam cantar com uma alegria renovada. Os dias pareciam-lhe fáceis, descontraídos e quando regressava a casa à noite sentia-se como se fosse a protagonista de um conto de fadas.

À noite ele ocupava o seu lugar na cadeira ao lado da porta do seu quarto, e ela sentada na cama, começava o seu role de perguntas infindáveis. Queria saber tudo à cerca dele. Havia momentos em que lhe conseguia arrancar um sorriso e nessas alturas o tempo parecia abrandar para câmara lenta, outros momentos havia em que parecia que ele lhe queria tocar mas, acabava sempre por baixar a mão e os seus olhos tornavam-se frios e duros.

Aquela era a última noite que ia passar naquela mansão, no dia seguinte de manhã iria regressar à sua casa na cidade, e o sentimento de despedida permanente tinha estado presente na sua mente o dia inteiro. Isso também parecia estar a afecta-lo, durante o dia raramente tinha sorrido, raramente tinha olhado para ela com aquela intensidade característica dele, e o passeio pelo bosque não tinha sido belo, o sol não tinha trespassado as árvores, as flores pareciam estar murchas e os animais estavam escondidos, prevendo a tensão do momento.

Ela estava, como habitualmente, sentada na sua cama a olhar para ele, ele tinha o olhar perdido na janela do seu quarto. Já estavam assim há uns bons 20 minutos. Já não tinha perguntas, e não sabia o que dizer.
- Hoje o bosque está muito calmo - disse quebrando o silêncio perturbador. Ele acenou em concordância sem nunca desviar o olhar da janela. Levando a mão à boca, ela começou a roer as unhas de nervosismo, não sabia como é que podia continuar a sua vida normalmente depois dos dias que ali tinha passado com ele... um fantasma.

- Não consegui decifrar o teu nome - de todas as perguntas que ela lhe tinha feito, aquela era única que não tinha conseguido descortinar. Viu-o encolher os ombros enquanto fazia um movimento com o peito como se tivesse suspirado.

- Olha para mim, por favor - pediu ansiosa. Ele girou a cabeça na direcção dela e fixou os seus olhos nos dela, estavam gelados e com uma centelha de tristeza. Ela esboçou um sorriso tímido e inclinou a cabeça para ao lado ao vê-lo levantar-se. Será que já não queria estar na sua companhia? Tinha feito algo que o ofendesse? Mas depois ficou confusa com a direcção dos seus passos. Encaminhado-se para a beira da sua cama ele fez um gesto com a mão para que ela se chegasse para o pé dele. Quando ela pôs as pernas do lado de fora da cama, ele transportou as suas mãos para o rosto dela. Foi automaticamente invadida pelo formigueiro que sempre que se tocavam, sentia, mas desta vez não se afastou. O seu coração tinha ganho um ritmo irregular e descompassado, o seu estômago contorcia-se com a sensação daquele toque irreal. Olhando para ele viu o rosto dele aproximar-se do dela e, com ternura sentiu o formigueiro do que devia ser um beijo na testa. Uma lágrima solitária escorreu-lhe pelo rosto e ele fazendo tenção de a limpar moveu o polegar na sua direcção, continuando ela a escorrer pela sua face acabando por lhe pingar para o colo.

Ele baixou os braços para junto do seu corpo tonificado e afastou-se acabando por sair do quarto dela.
Estava feito, ele tinha-se despedido dela, e ela só queria gritar para quebrar aquele silêncio aterrador.

Como é que podia voltar para sua vida, habitual, depois de o ter conhecido?...






11 comentários:

Uma Rapariga Simples disse...

Escreves coisas como 'corpo tonificado' e depois não queres que desvarie!!!!

Logo leio melhor, agora foi sempre a correr. ;)

Sufocada disse...

Ai mulher, o meu próximo conto vai ser sobre um padre barrigudo, baixo e com um bigode farfalhudo com restos de comida ;)

POC disse...

Vão haver contos eróticos? É a pergunta que os portugueses querem fazer.

Sufocada disse...

E porque não?
Pode ser que me dê para escrever qualquer coisa nesses moldes, se for muito má na descrição do erotismo vê-se logo o feedback no primeiro capitulo :)

Mas a pergunta não é dos portugueses, é só tua. E uma critica construtiva, sem ter que ver com a estrutura do texto, neste ? Ajudar-me a chegar onde tu não vais chegar - a fama/fortuna - não?
Egoísta :)

Miss Sweet Child disse...

Adoro :D

POC disse...

Estás a fazer com que as pessoas queiram saber o resto.
É o melhor elogio que posso fazer.

Sufocada disse...

Miss Sweet Child, Sim?
Obrigada :)

POC, Eu não pedi elogios, claro que se é o que achas agradeço ;)

Xs disse...

uiiii...
Vamos começar a entrar no erotismo?
Agrada-me!

Sufocada disse...

Neste conto já não tenho lugar para isso. É fantasioso.
Mas num próximo quem sabe? ;)

Anónimo disse...

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