segunda-feira, 2 de julho de 2012

Horror Moments - Casa Assombrada VII

Já na cidade, em sua casa, a primeira coisa que fez depois de jantar, foi correr para o seu quarto e ligar o computador. Queria pesquisar o passado da mansão para ver se conseguia compreender o que se tinha passado com ele, e se finalmente descobria como se chamava.
Com as mãos no teclado dedilhou os dedos e escreveu: Mansão Birmonte

***
Já tinha passado uma semana desde que ela se tinha ido embora, e desde esse dia que não sentia vontade de fazer nada. Estava exactamente à uma semana fechado na cave, não era capaz de subir ao seu quarto favorito e olhar para o bosque pela janela, pois isso fazia com que se recordasse dela e da lágrima que ela tinha vertido por ele, não podia ir ao bosque e ver o sol atravessar o seu corpo, porque isso o fazia lembrar-se do brilho que o seu cabelo emitia quando o sol o atingia. Parecia que a casa estava impregnada com o cheiro a limão e sol, o cheiro dela.

Estava devastado com as saudades que lhe provocavam ver aqueles olhos esverdeados, o seu cabelo assimétrico ser varrido pelo vento, o seu sorriso...
Enquanto os seus pensamentos vagueavam pelas recordações dos dias que tinham passado juntos, ouviu barulho vindo da porta do alpendre. Será que... voltou?

Com os olhos arregalados dirigiu-se apressadamente à entrada e abriu a porta de rompante. Nada... não estava ali ninguém, devia ter sido um animal, talvez um rato.
Quando estava a voltar para dentro de casa, ia de olhar baixo e ombros encovados, e foi assim que viu um envelope que estava no chão. O carteiro devia tê-lo passado por baixo da porta e com a pressa ele não tinha reparado. Quando leu de quem era, abriu a boca de espanto:" De: Cassandra Roquefeller... Para: Bernando Birmonte", sem conseguir esperar mais rasgou o envelope e tirou um artigo de jornal e uma carta, o artigo dizia em letras gordas:

"Um dos Birmonte encontrado morto na Mansão"

Passou rapidamente os olhos pelo artigo que falava na sua morte, depois sem aguentar mais abriu a carta que Cassandra lhe tinha escrito:

" Olá Bernardo,
Sim é verdade descobri como te chamavas...

Se estás a ler esta carta é um bom sinal, hoje em dia os carteiros não têm qualquer registo se há moradores vivos na casa ou então simplesmente não se importam, mas estava com medo que endereçando-te esta carta ela viesse retornada para trás por... seres quem és.
Depois de ter estado contigo não descansei enquanto não descobri o que te tinha acontecido e qual era o teu verdadeiro nome. Através de uma pesquisa na Internet, consegui descobrir tudo.
Afinal chamas-te Bernardo Brimonte e essa mansão pertence à tua familia há várias gerações, vivias aí com os teus pais e mais tarde, quando a tua mãe morreu, ficas-te só com o teu pai. 
Não tinha noção de que a tua morte tinha sido tão trágica, depois de a tua mãe morrer o teu pai enlouqueceu e matou-te, acabando por se matar uns dias depois. Quando foste encontrado, foste noticia nos jornais locais e por isso foi fácil saber a história toda. Lamento muito o que te aconteceu Bernardo...

Tenho que te confessar que nos primeiros dias que passei na mansão andava muito assustada, sentia que me observavas e não sabia se me querias mal. Mas assim que te conheci tudo isso passou, e hoje sinto muitas saudades dos dias que passámos a explorar o bosque e das noites em que fui uma chata e não me calei com as perguntas. Quero agradecer-te por todos esses momentos e dizer-te que foram os melhores que já passei. 
Prometo que assim que possa vou visitar-te de novo, mal posso esperar para que esse dia chegue.
Quando ai for espero que tenhas novos caminhos no bosque para me mostrar, e  espero que desta vez consigamos ver a coruja branca à noite.
Eu... espero que não te esqueças de mim durante o tempo em que vou estar longe.

Com carinho,
Cassandra Roquefeller."

Quando Bernardo acabou de ler sentiu algo estranho no seu corpo imaterial, parecia que brilhava com uma intensidade fora do normal e tinha a sensação de que estava a ser sugado para algum lado...
Numa questão de segundos o brilho tornou-se tão intenso que ele próprio teve de fechar os olhos, a força que o sugava estava mais forte que nunca e não sabia o que fazer.
Com uma explosão de luz, brilho e força magnética Bernardo despareceu, não sem antes sorrir ao perceber que finalmente estava livre, Cassandra tinha-o feito sentir coisas que há muito não se permitia sentir e isso tinha-o libertado da prisão que aquela mansão lhe impusera

A carta de Cassandra pairou no ar até pousar no chão junto do envelope e do artigo de jornal.

***

A Mansão Birmonte nunca tinha experênciado tal silêncio, o sol irrompia pelas janelas iluminando o seu interior cuidadosamente decorado, o vento fazia as folhas das árvores dançarem uma estranha e bizarra dança, os pássararos cantavam, como nunca, melodias afinadas e cheias de vida.

Agora que podia acolher novos hóspedes sem que estes fugissem assustados por pensarem que a casa estava assombrada, a Mansão Birmonte tinha que se preparar para a sua chegada... e para as aventuras que se seguiriam!



 The End...

8 comentários:

POC disse...

Para um conto (assim, curto), está muito giro. Parabéns.

Pena não ter havido sexo, mas foi muito giro na mesma.

E top é acabar com alguém chamada Cassandra. E Birmonte também não é mau.

Sufocada disse...

A sério? Obrigada :D

Oh POC sexo com um fantasma, era demasiado esquisito não? Fica para um próximo conto.

Eu para inventar nomes sou qualquer coisa ahah

Uma Rapariga Simples disse...

Push... vim aqui enganada! Eu a pensar que era desta que coiso e tal e a final... ah, não, ele é fantasma! Gajas! -.-~

Bernardo? Vê-se mesmo de onde a menina é, que bem! Asdrubalino é que era, nome de homem e tal, macho! Não, vai-se chamar Bernardo... Gajas!



Ok. Já espanquei o meu alter-ego, agora escrevo eu.

Ah, claro, só podia. Usares a tradição do amor enquanto libertação é de mestre. Sim, senhora. Como diz um amigo meu, em duas palavras impa cável! ;)

Sufocada disse...

Ahah, pensei dar-lhe um nome assim pó coise, mas depois tirava-lhe a magia toda :D

Sexo com uma fantasma é creepy... sou a única a achar isto?
Prometo que o meu próximo conto vai ser erótico, cambada de depravados :P

Gostas-te? Vou mandar um gritinho xD

Uma Rapariga Simples disse...

Não sou depravada, ai, apenas apologista da exploração do tema ao limite. :D

Gostei e espero logo mandar-te o que combinámos. ;)

Sufocada disse...

Obrigado querida :D
Estás à vontade.

Miss Sweet Child disse...

Eu gostei muito :)
Continua a escrever que tens jeito :D

Sufocada disse...

Miss Seet Child, muito obrigada :)
Ainda bem que gostas-te.