sábado, 2 de agosto de 2014

Podes acenar, discretamente, que sim

A falta do sono tranquilo, aquele que teimas em povoar, agitando-me, pode (e vai) provocar-me esquizofrenia não vai?

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Um dia gostava de sair do trabalho sabendo que não entornei/deixei cair algo...

Só mesmo um dia sem entornar 25 kg de alpista, ou de ração de papagaio, ou o balde de lavar o chão ou deixar cair os bebedores de pássaros (que se partem), ou verter água para o chão em vez de a verter para dentro do saco que vai levar o peixinho, ou entornar garrafões de 7 litros quando estou a encher os aquários... Só um dia!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

De camisa vermelha...

As árvores costumam dançar na rua ventosa, rodeada de prédios e comércio de rua.
De camisa vermelha, ele chegava todos os dias por volta das 10h ao restaurante, mecanicamente limpava os vidros das janelas, o balcão e o chão. Depois começava a sua rotina de observação.
Em frente ao restaurante há uma pequena loja de bairro, os seus olhos mantinham-se atentos ao movimento da empregada que por lá cirandava. Esta tinha sempre algo com que se ocupar, andando de um lado para o outro da loja, de tempos a tempos parava para fumar um cigarro à porta e cumprimentar os transeuntes já seus conhecidos. Um olá seguido de um sorriso, um bom dia com um jogar de cabelo para trás do ombro. Ela não era possuidora de uma beleza fora do normal, chegava até a ser vulgar com o seu cabelo castanho, estatura mediana e sem ser demasiado magra. Vestia-se de forma descontraída, sempre conjugando gangas com t-shirts. Era na altura em que ela parava para fumar, altura essa em que ele decidia que também lhe apetecia queimar um cigarro, que ela se tornava algo mais que normal. Não sabia descrever se eram os movimentos descontraídos e fluidos, a expressão simpática ou os olhos penetrantes que se cruzavam com os seus constantemente nesse curto espaço de tempo, mas algo fazia acelerar o seu batimento cardíaco, sentindo-o furioso no peito.
Julgava-se um tolo por nunca ter trocado mais de duas ou três palavras com ela, e estas tinham surgido apenas por necessidade e não por vontade própria. Nessa tão curta troca de palavras conseguira parecer um anormal engasgando-se e gaguejando cada vez que os olhos dela se fixavam nos seus. Desde esse dia que não se atrevera a dirigir-se a ela de novo, retomando o seu ritual de observação de todos os dias. Mais tolo se sentiu quando depois da conversa ela começou a cumprimenta-lo simpaticamente, todos os dias, como fazia com todas as outras pessoas na rua, e ele nunca lhe retribuiu o cumprimento até que ela desistiu.

De camisa vermelha, passou um pano pelo balcão, distraído, enquanto olhava de 5 em 5 segundos para a porta da loja da frente, já há demasiado tempo que ela não parava para fumar um cigarro, já não devia faltar muito, pensava ele ansioso, começando já a sentir os efeitos do que se passaria daí a pouco minutos, no peito.


Eles gostam de partilhar o tédio comigo, no trabalho...


...só eu é que não posso dormir, não é justo!

terça-feira, 22 de julho de 2014

O doce regresso

Eu já vos disse que um cliente aqui da loja, sabia o dia em que eu voltava ao trabalho depois das férias, e veio trazer-me um folhado de Belas gigante?! O senhor é pasteleiro, aquela maravilha ainda estava morna...
Às vezes salivo a pensar nele... no folhado!
Gosto tanto dos meus clientes pá!

(ontem voltei aos treinos, se virem uma rapariga andar de forma estranha posso ser eu!)

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Esta que vos escreve...

... é, neste momento uma caloira da universidade!
 
 
Pois é, voltar aos estudos depois de (tantos) anos vai ser uma animação (pelo menos até passar a primeira semana)!


You know...


 
 
Boa semana!
 

sábado, 19 de julho de 2014

Não é só música

Há bandas que criam em mim um certo espaço, ocupam-no e por mais anos que viva sei que não conseguirei esquece-las ou deixar de gostar delas.
James é assim.

James é-me absolutamente intemporal, dá-me a sensação de conforto, traz-me memórias estranhas (em que ainda era filha única) e outras que trazem uma lágrima ao canto do olho pois conheci James quando andava de carro com o meu pai; cantavamos alto e bom som " God Only Knows", " Tomorrow", "Sometimes" e "Johnny Yen".
James é-me tão melodicamente agradável, tem tão bom conteúdo e aquece-me de uma forma tão confortável que facilmente conseguia estar um di inteiro a ouvi-los.









quinta-feira, 17 de julho de 2014

[Editado]

Ele abriu o envelope, e tirou de lá uma única folha de papel.
O papel encontrava-se amarrotado, como se tivesse sido lido e relido milhões de vezes, notou que haviam marcas de água em alguns pontos onde a tinta da caneta se expandia, dando o ar de texto esborratado.
A caligrafia não era cuidada nem muito elaborada, mas era aquilo a que se chama de letra de rapariga, bonita e redonda.
Focou-se no que dizia.

O que se sente quando o desconhecido nos fala?
Olhas em volta para ver se ele se esconde algures? Tentas reconhecer a letra? O modo de escrever?
As mãos tremem-te?
Franzes o sobrolho, e se te quiser fazer mal?

Não quer.
O desconhecido é complexo e arranja forma estranhas de comunicar, mas é totalmente inofensivo.
É rei de si próprio e não mede as consequências que os seus actos podem provocar. Mas e então? É desconhecido, invisível. Não pode ser encontrado a menos que o queira, não deve ser sentido ou desejado.
Mas sente, profundamente e sem reservas, e deseja, cegamente.
Não o receies, magoá-lo-ias. O desconhecido chora? Sim, claro que sim.

Tens um fundo imensamente invejável e bom.
Tens jeito para o simples, o óbvio, o mais certo.
Uma arma poderosa.

Estás confuso, procuras uma lógica.
Não há. Para que serve ela afinal? Assim como a consciência?

O desconhecido é complexo, e tu... tu és simples!




sábado, 12 de julho de 2014

Obsessões!

Crio-as constantemente com a música (e com alguns livros), e estes meninos foram tão bonitinhos ontem!
Segui o concerto pela rádio (o único meio que tinha disponível) e andei aos saltinhos na rua, tudo por ti Dan Auerbach!!






terça-feira, 8 de julho de 2014

Boa tarde malta da pesada

A cerveja está fresquinha, a praia quentinha e eu toda contentinha!

Beijinhos e abraços!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Revelações

Ontem fiz queques, verdade... e estavam bons porque quem os provou era o primeiro a dizer-me se estivessem uma merda!
Ontem também fui jantar com um amiga e acabamos intrigadas com uma cadeira tântrica, fomos pesquisar e chegamos à conclusão que não é nada apelativa ao sexo. Nada.
Ainda ontem, notei que a cola da minha costura está a começar a sair, tenho menos dores mas quando sorrio ponho o lábio inferior ligeiramente de lado, fico com um sorriso afetado só para juntar à minha cara de parva.
Enfim, revelações, todas elas pouco úteis...