sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Uma arena, 12 guerreiras e 1 bola como arma

A bola girava nas minhas mãos como se fizesse parte de mim, eu relançava o olhar para o outro lado  da rede e fixava a cara da jogadora a abater, lançava a bola ao ar, puxava o braço direito atrás e com um movimento tanto de força como de técnica, fazia a bola serpentear pelo ar até fazer ponto.

A equipa urdia à minha volta, festejando.
O jogo virava, eram elas a servir.

Foi a vez da jogadora que abati em 3 serviços seguidos, estava visivelmente furiosa.
Olhava para mim como que a dizer estás f... lixada. Batia com a bola no chão com uma força exagerada, bufava para dispersar a pressão que se fazia sentir nos ombros. Olhou uma última vez para mim e serviu.

Nunca as subestimei, tinha confiança qb em mim e nas minhas capacidades.
Sabia que podia fazer melhor, na grande maioria das vezes, mas também sabia que o tentava sempre, e no fim isso acabava por resultar num bom jogo.
Mas não diminuía a capacidade do adversário, sempre me prestei a analisá-las durante o aquecimento, durante o próprio jogo quando não estava directamente envolvida na jogada. Sempre quis perceber quem é que enfrentava. E na hora em que eu era o alvo a abater, nunca trocei da oponente.
No entanto não podia mostrar fraqueza, o meu olhar era desafiador e gritava vamos ver se és capaz, enquanto isso, o meu corpo estremecia em antecipação.

A bola ziguezagueou até aos meus braços, a força aplicada no serviço foi brutal e o impacto da bola fez-se ouvir alto e bom som.
Quando a bola saiu dos meus braços, descreveu um arco perfeito para minha capitã, a passadora. Esta, por sua vez colocou a bola na central que fez um ponto perfeito, limpinho.
Quando a jogada acabou sorri para a minha oponente, disse-lhe mentalmente querias tu, mas inclinei-lhe a cabeça em sinal de admiração. Ela sorriu-me e esticou-me um dedo do meio, no seu olhar lia-se: não esperas pela demora.


Éramos a primeira linha de defesa! 

É, tenho saudades do poder que uma bola de voleibol tinha em mim.
Querem tentar adivinhar qual delas sou? Ou se sou alguma delas?
Pista, não sou a bola!

11 comentários:

nAnonima disse...

:))))

(não escrevo nada, mas gostei, por isso deixo os sorrisos :)

Sufocada disse...

ahah, sorrisos para também nAn ;)

Uma Rapariga Simples disse...

Acho que és a de lá. :D

Eu tenho saudades da minha equipa de futsal. Mas eu era a treinadora. ;)

Sufocada disse...

Treinadora? :O
Really?!

Sou sim querida :P

POC disse...

Vólei é espectacular. Depois posso-te ensinar. Ou ao contrário.

Bela fotografia.

Uma Rapariga Simples disse...

Sinhe! Pr'aí há 7 anos, com uma equipa de menino vigorosos e cheios de músculos e tal... e depois era preciso ir ao balneário e fazer massagens... ai vida! Já fui tão feliz!!!

Sufocada disse...

POC, concordamos em algo, fantástico :)

Se tiveres conhecimentos que eu não tenho, no que ao volei toca, nunca é demais ;)

URS, hum hum.
I see it, very well.
Então...e não precisam de uma treinadora agora? Ou massagista? Ou só observadora.... Don't mind, realy :P

Uma Rapariga Simples disse...

A equipa acabou. :(

Sufocada disse...

Fuck, vamos formar uma?
Eu fico treinadora/massagista adjunta!
O talento para o futebol propriamente dito não interessa. A principal característica será o físico!
Quão egoísta/discriminatório/parvo seria isto, mas há dias em que quero ser fútil :)

Uma Rapariga Simples disse...

E eu faço o quê? Seguro os casacos?


Ah, a nossa equipa teria o fito único de nos lavar as vistinhas. Ver mocinhos bem parecidos a trabalharem os músculos e acobrirem de suor tem o seu quê - bastante - de hot. :D

Sufocada disse...

Não pá, tu és a principal, eu a adjunta.
O importante aqui não é bem isso, as funções depois ficam igualmente distribuídas.
O importante é dar o primeiro passo, para depois vermos tais coisas, hum hum :P